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Como participar na Rede Mundial de Oração do Papa (AO)? Clarificação do Documento 1 e 3 – n° 61115
Vários modos de participação, cada um escolherá aquele que mais o ajude, segundo o que busca e deseja.

O modo mais comum

Qualquer pessoa, grupo paroquial ou movimento que reza pelas intenções do Papa faz parte desta rede. Quantos desejam fazer parte desta Rede Mundial estão convidados, na primeira sexta-feira de cada mês, que é a Jornada mundial de oração pelas intenções do Papa, a unirem-se em oração, de modo particular na celebração da Eucaristia. É um modo de se mobilizar durante o mês, de se dispor interiormente para viver ao estilo de Jesus, unidos ao seu Coração, em favor dos desafios da humanidade e da missão da Igreja.

O modo mais comprometido e com maior sentido de pertença

Fundamento – Seguir o «caminho do coração», caminho que nos transforma em apóstolos da oração na vida diária. São nove passos para viver profundamente unidos ao Coração de Jesus, ao serviço da sua missão. Este caminho é proposto a quantos desejam participar mais ativamente na Rede de Oração do Papa (por meio de retiros, encontros, palestras nas nove primeiras sextas-feiras do mês, etc.), tendo como referência as orientações para a missão que o Papa dá cada mês, através das suas intenções.

1 – Compromisso pessoal –

Viver os três momentos de oração com Jesus. O objetivo é viver durante o dia em maior intimidade pessoal com Jesus e mais consciente da dimensão apostólica da minha vocação de batizado. Os três momentos de oração assinalam o oferecimento da nossa vida, ao começar o dia, a oração pelas intenções da Igreja, a meditação da Palavra de Deus e a revisão de vida para ser dócil ao Espírito Santo. O essencial desta segunda modalidade é encontrar os meios, caminhos, modos de colaborar na missão da Igreja, tal como se exprimem nas intenções ou desafios da humanidade que o Papa nos confia. [Cf. A]

 

2 – Compromisso comunitário –

Participar numa comunidade da Rede Mundial de Oração do Papa. Estas comunidades não só rezam e vivem em atitude de disponibilidade interior para a missão, mas também se mobilizam, procuram modos de viver cada mês os desafios da humanidade e da missão da Igreja expressos nestas intenções. Além disso, dão apoio à secção juvenil do AO, o Movimento Eucarístico Juvenil (MEJ), onde este exista, ou à pastoral juvenil. São comunidades comprometidas com o plano pastoral de cada diocese, ao serviço da missão da Igreja local. [Cf. A]

Que quer dizer que estas comunidades procuram o modo de viver em cada mês os desafios da humanidade e da missão da Igreja como chaves para a missão?

Vivem de modo mais concreto o serviço da missão. Por exemplo, quando a Igreja convida a rezar e a mobilizar-se em favor do emprego para os jovens: há alguma associação no nosso bairro, na nossa cidade que ajude os jovens em busca de trabalho? Que podemos fazer para dar a conhecer a sua ação? Podemos contactá-la para que saiba que o Papa e a Igreja rezam por eles, este mês, que a sua missão é importante para todos e que estamos gratos pelo que fazem em favor dos jovens em busca de trabalho? E quando a Igreja convida a rezar pelos catequistas, na nossa paróquia, apoiamos os nossos catequistas, ajudámo-los na sua vida espiritual, para que possam viver cada vez mais a coerência entre o que dizem e o modo como vivem? (Intenção pela Evangelização).

 

Em alguns países continuam a existir grupos do Apostolado da Oração, de estrutura diocesana, com as suas práticas espirituais e devocionais que fazem parte da tradição do AO, fazendo também o oferecimento do dia ao Senhor e rezando pelas intenções do Papa. Hoje, no espírito da recriação e de um maior compromisso eclesial, estes grupos são convidados a entrarem num dinamismo apostólico pessoal e comunitário, à luz das propostas da Equipa Nacional do seu país e com a ajuda dos respetivos diretores diocesanos. [Cf. A]

 

[A] Consagração como Apóstolos da Oração. A quem deseja aprofundar mais este compromisso ao serviço da Rede de Oração do Papa é feito o convite de consagrar a sua vida ao Coração de Jesus. Quem assim se consagra torna-se apóstolo ao serviço das comunidades da Rede, do Secretariado Nacional e da missão da Igreja, portanto, da Igreja local.

 

  • Teologia da Comunicação aplicada – sobre o logo.

 

Contemplação da Encarnação

1 – O logo compreende-se com a «contemplação da Encarnação» nos Exercícios Espirituais de Santo Inácio. «Ver as pessoas, umas e outras; e primeiro as da face da terra, em tanta diversidade, assim em trajes como em gestos: uns brancos e outros negros, uns em paz e outros em guerra, uns chorando e outros rindo, uns sãos e outros enfermos, uns nascendo e outros morrendo, etc.» (nº 106). Deus (a Trindade) contempla o mundo e, para salvar a humanidade, por amor, decide encarnar-Se. «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho único… para que o mundo seja salvo por Ele» (João 3, 16-17). A decisão de Deus pede (convoca) a nossa decisão. Por isso o mundo representa a rede mundial de oração e a sua atenção aos desafios da humanidade e da missão da Igreja.

O Coração de Jesus

2 – Em 1986, S. João Paulo II confirmou a Companhia de Jesus na sua missão de difusão da espiritualidade do Coração de Jesus, assim como o meio privilegiado escolhido, ou seja, o Apostolado da Oração (AO). Quem experimenta esta relação profunda com Jesus, no mais íntimo do seu coração, deseja estar com Ele ao serviço da sua missão, perante os desafios do mundo. Representa, portanto, o caminho do coração que leva a estar disponível para a missão de Jesus na vida diária.

A missão da Igreja

3 – O AO é a Rede Oficial de Oração do Papa. Este, como bispo de Roma, Igreja que preside na caridade a todas as Igrejas, tem uma perspetiva universal das necessidades do mundo. Como afirma a Gaudium et spes (Concílio Vaticano II): «As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração». O continente e o país, no centro do coração, representam, no logo, o compromisso com a realidade eclesial local.

 

«Também como indivíduos temos a tentação da indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa incapacidade de intervir. Que fazer para não nos deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência? Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos a força da oração de muitos!» (Papa Francisco, Mensagem para a Quaresma 2013, nº 3). «Quando a Igreja terrena reza, instaura-se reciprocamente uma comunhão de serviços e bens que chega até à presença de Deus. Juntamente com os Santos, que encontraram a sua plenitude em Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor» (Idem, 2).

Francisco

Secretariado Internacional

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